UOL EDUCAÇÃO 19/10/2011

Escolas municipais do Rio de Janeiro terão ensino religioso

Paulo Virgilio
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

A partir de fevereiro do próximo ano, as escolas municipais do Rio de Janeiro terão aulas de ensino religioso, para os alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. A lei, sancionada nesta quarta-feira (19) pelo prefeito Eduardo Paes, torna a capital fluminense pioneira no ensino religioso em escolas públicas do país.

A medida prevê que o ensino religioso será opcional e somente oferecido aos alunos cujos pais ou responsáveis assim o desejarem. As opções serão entre aulas das doutrinas católica, evangélica/protestante, afro-brasileiras, espírita, religiões orientais, judaica e islâmica. Para aqueles que não optarem por este tipo de ensino, a Secretaria Municipal de Educação oferecerá aulas de Educação para Valores, nos mesmos horários.

O prefeito, Eduardo Paes, disse que a implantação do ensino religioso nas escolas municipais confirma a visão de que a cidade prega a livre escolha do cidadão. ”A gente confirma essa visão do Estado laico, um lugar onde respeitamos a fé de cada um dos indivíduos que estão nas escolas municipais”.

Com a nova lei, foi criado também no município o cargo de professor de ensino religioso. Segundo a Secretaria de Educação, será aberto, em breve, concurso público para o preenchimento das vagas. De acordo com a subsecretária de Educação, Helena Bomeny, os professores que decidirem fazer o concurso deverão possuir conhecimentos de História, Geografia, Filosofia e Sociologia, além daqueles de sua crença.

 

 

Churrasco do "público diferenciado"

 

Sábado, 14 de maio

Em frente ao Shopping Higienópolis
A partir das 14h



Nesta terça-feira (10), a associação do bairro de Higienópolis conseguiu que o governo impedisse as obras da estação Higienópolis, na avenida Angélica, acreditando que tal construção acarretaria na chegada de um "público diferenciado" ao bairro, promovendo a degradação de suas ruas sagradas e aumentando assim o número de ocorrências policiais. "Prevaleceu o bom senso", declarou o presidente da entidade Defenda Higienópolis, o empresário Pedro Ivanow.

Nova estação de metrô aos arredores do bairro mais higiênico de São Paulo.



Como nosso bom senso não é o forte, promoveremos agora um churrascão em frente ao Shopping Higienópolis para mostrar que os ricos não chegam aos pobres, mas os pobres sim, facilmente chegam aos ricos.

Leve farofa, carne de gato, cachorro, papagaio, som portátil, carro tunado e tudo o que sua consciência social permitir. Afinal, a rua é pública e o Higienópolis não está separado por muros.

 

Moradores de Higienopolis só aceitam metrô se houver ligação com estação Broadway/5th Avenue

Sensacionalista, um jornal isento de verdade

 

Marcelo Z.

 

 

A Associação de Moradores do bairro paulistano de Higienópolis se viu envolvida numa polêmica após criar um abaixo-assinado pedindo a relocação de uma estação de metrô.

Ao se dar conta da repercussão ruim, a Associação de Moradores resolveu capitular. Eles dizem aceitar a estação na avenida Angélica desde que ela faça ligação com a estação Broadway/5th Avenue de Nova York, próximo à 59th street.

“É o mínimo que eles podem fazer. Já é tudo amarelo mesmo. Se for para ter acesso a um fim de tarde no Central Park ou um espetáculo da Broadway, eu topo dividir a Angélica com gente diferenciada”, disse Farid Abdul Hussein, presidente da Associação de Moradores de Higienópolis. “A tecnologia está aí para isso”.

“E, de mais a mais, estamos fazendo um favor para porteiros e empregadas domésticas ao tirar a estação daqui. Eles vão ter que subir a Angélica andando e vão ficar mais saudáveis. Isso é consciência social”, completou Abdul Hussein.

Os moradores do bairro de elite teriam alegado “desconforto” ao lidar o influxo de um público “diferenciado”. A linha amarela do metrô ligará o bairro de classe média baixa Brasilândia a bairros nobres da capital.

 

 

"Creio, porque é absurdo" e sou brasileiro

 

Ivan

 

 

                Não sei se foi de Joãozinho Trinta a seguinte máxima: "No Brasil traficante cheira, puta se apaixona, cafetão tem ciúme". Mais existem algumas outras variantes dela por aí, como esta: "No Brasil prostituta se apaixona, traficante cheira, cafetão tem ciúme, cristão é comunista, empresário é socialista, e oligarca se emociona."

                Para contemplar esta lista características tão próprias de nossa terra, recentemente li uma notícia que muito pouco me surprendeu, a de que a filha ou, mais provavelmente neta de Marechal Rondon, famoso sertanista e militar brasileiro, uma tal Beatriz Rondon, ambientalista, que recebia recursos internacionais para proteger as onças da extinção, organizava e ganhava entre 30 e 40 mil dólares de estrangeiros com “caçadas” de onças no Pantanal Matogrossense. Esta é a verdadeira amiga da onça.

 

 

Nossa família irreal

A tragecomédia brasileira

 

Em Petrópolis, descendentes nobres vivem, ainda hoje, de impostos sobre imóveis

 

03/05/2011

Brasil de Fato

 

Leandro Uchoas

do Rio de janeiro (RJ)

 

O casamento de Kate Middleton com o príncipe Willian, na Inglaterra, mobilizou o mundo. As pessoas acompanharam, ao vivo, o que foi definido como “o casamento do século”. Poucos questionaram o motivo da importância do evento, ou para que serve a família real britânica. No Brasil, não foi diferente. Pela televisão, os brasileiros acompanharam o casamento – alguns encantados, outros mais críticos. O que nem todos sabiam era que também existe, no país, uma família real, de função pouco clara, vivendo parcialmente às custas de impostos. A maior parte dos descendentes nobres do Brasil vive no estado do Rio de Janeiro, onde ficava a antiga capital do Império, majoritariamente nas cidades de Petrópolis e Vassouras.

Os 18 nomes de D. Pedro I, o primeiro imperador do Brasil, sempre foram motivo de piada nas aulas de história do ensino fundamental. Na verdade, são apenas a faceta mais visível das burlescas características da nossa realeza. A família real brasileira, que governou o país por 67 anos – com dois imperadores – mantém seus privilégios ainda hoje. Se seus costumes tornaram-se curiosidades caricaturais, ou se eles não têm qualquer interferência nas decisões do país, pouco importa. Na cidade de Petrópolis, de cerca de 300 mil habitantes, a 60 quilômetros do Rio de Janeiro, tudo remete à família e ao período imperial.

 

Pedrão, para os mais íntimos.

 

 

Até hoje, nossos compatriotas de “sangue azul”, afastados do poder há 122 anos, vivem de forma cômoda, por vezes luxuosa. Há, na cidade, o laudêmio – imposto sobre as transações de imóveis na região do centro histórico. Criada pela coroa portuguesa, a taxa financia a sobrevivência dos nossos nobres. Em Petrópolis, existem cinco terras aforadas, e a principal delas pertence à família real. A cada venda de apartamento no centro da cidade, 2,5% do valor são destinados aos nobres. Na valorosa região, o imóvel mais barato vale cerca de R$ 400 mil – remetendo, numa única transação, R$ 10 mil aos cofres reais. Tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional, os casarões da área não podem tornar-se prédios.

O curioso é que, caso a monarquia seja um dia restaurada, assumiria o poder o ramo dinástico, residente em Vassouras, cidade de 34 mil habitantes do sul do Estado. Estes, além de não receber qualquer recurso de laudêmio, vivem numa região que não é conhecida por seu passado imperial. Milhares de turistas visitam Petrópolis anualmente. Não se poderia dizer o mesmo de Vassouras. A distinção é motivo de rixa entre as famílias. A divisão ocorreu na década de 1940, quando os nobres de Petrópolis ficaram com a receita do laudêmio.

A Companhia Imobiliária de Petrópolis (CIP), empresa da família real que administra o laudêmio, não informa quanto recebe cada membro da nobreza. Explica que a receita também é utilizada para preservar a Mata Atlântica e os prédios históricos. Entretanto, estima-se que a média dos recursos recebidos por cada nobre seria de cerca de R$ 5 mil. Sem contar os salários, uma vez que os integrantes da família real estudam e trabalham normalmente, como qualquer cidadão – muitos deles, reconheça-se, com atuação destacada em seu ramo.

Descendente direta de D. Pedro I, D. Maria Francisca de Orléans e Bragança é mãe do atual herdeiro presuntivo de jure [que poderia ocupar por direito] ao trono real português, D. Duarte Pio de Bragança. Muitos integrantes da família real se casaram com cidadãos comuns, infringindo regras da Casa Imperial Brasileira. Há três anos, D. Pedro Carlos e D. Francisco, filhos de D. Pedro Gastão, teriam declarado a um jornal espanhol que seriam republicanos. Outros integrantes menos nobres da família já deram declarações semelhantes.

 

 

 

 

Quanto custa um banqueiro? - Resposta ao Bom Dia Brasil

http://fatossociais.blogspot.com/2011/04/quanto-custa-um-banqueiro-resposta-ao.html

Por Rafael Rezende "Broz"

 O "Bom Dia Brasil", programa matinal da Rede Globo, hoje exibiu uma matéria que, baseada em um estudo do Portal Transparência Brasil, afirmava que nosso país tem o legislativo mais caro do mundo. Sinceramente não acompanhei a metodologia do estudo, mas para fins ilustrativos vamos toma-la como correta. Rapidamente o vídeo se espalhou pela internet e os “contribuintes” (alguns deles sonegadores) revoltados lançaram mensagens de ódio direcionada para Brasília. Estava concluído o trabalho imbecivilizatório da emissora: a generalização burra e despolitizante do pensamento “todos os políticos são iguais” e “odeio política”.

Concordo plenamente que é um absurdo o custo do legislativo no Brasil. A democracia tem um preço e deve ser pago, mas não precisa ser isso tudo! Agora vamos olhar por outro lado. Se, segundo o estudo, um deputado custa 6 milhões por ano, pelos meus cálculos a Câmara custa aproximadamente 3,5 bilhões/ano. Surreal, mas você não perde por esperar. Sabe quanto custam os banqueiros aos cofres da união? Mais de 1 trilhão ao ano! Do seu dinheiro contribuinte! É isso que o governo gastará em 2011 com o pagamento de juros de dívidas muitas vezes já pagas. Questionamento do lucro dos banqueiros você (jamais verá) na telinha da Globo.

Se eu puder humildemente dar uma dica, ela seria: reclame sim do alto custo do parlamento, no entanto não pare por aí. Em vez de de repetir o senso comum sobre os políticos, que tal acompanhar o trabalho do seu candidato e cobra-lo para que produza, uma vez que custa tão caro? E por fim, não esquecer que atrás de toda a ideologia transmitida pela mídia há interseres escusos. Um exemplo vimos aqui; é já desgastada retórica de culpar a corrupção e os altos salários dos políticos (ambos execráveis mas não culpados) pelo nosso subdesenvolvimento. As altas taxas de juros, verdadeiras responsáveis pelo Estado gastar trilhões com banqueiros ao invés de com programas sociais, são sempre defendidas no mesmo Bom Dia Brasil.

Do Blog O Fantástico mundo de Broz

 

 

Editora Abril quer Luciano Huck presidente do Brasil

 

http://www.futepoca.com.br/2011/04/editora-abril-quer-luciano-huck.html

 

 

             O apresentador de programas televisivos e empresário Luciano Huck, paulistano de origem judaica e muito abastada, é apresentado como o supra sumo de tudo o que a Abril considera "bom", "correto" e "confiável". Um novo "caçador de marajás": jovem, rico, ídolo televisivo e com ações sociais "beneméritas" e assistenciais. A revista "Alfa" lista os "atributos" para você votar nele (o grifo é nosso): "Tem helicóptero, alguns carros importados, está construindo uma mansão de 16 quartos com heliporto no Rio de Janeiro. Vive um casamento feliz, com dois fillhos perfeitos". Não contente, a publicação ameaça e aposta: "Porque, goste ou não de Luciano Huck, ele é uma presença obsessiva na vida nacional — e vai crescer ainda mais. Seus amigos mais próximos já se perguntam por que não o colocar de vez num cargo público".

 

 

 

Capa do jornal O Estado de São Paulo (29.03.2011), talvez já a maior pérola do ano:

Kassab: ‘Nem direita nem esquerda’

O Partido Social Democrático, nova legenda do  prefeito  Gilberto  Kassab, “não será de direita, não será de esquerda, nem de centro”, mas “a favor do Brasil”. A definição foi feita por Kassab em entrevista ontem à rádio Estadão ESPN. O prefeito comentou a polêmica sobre o domínio “JK.com” na internet – que ele registrou para o PSD (mesma sigla do partido de Juscelino) e do qual terá de abrir mão após críticas da família do ex-presidente: “Nós fizemos a reserva. Ainda bem, imagina se isso cai na mão de malandro”.

GILBERTO KASSAB, PREFEITO DE SÃO PAULO
‘Democracia precisa de partidos. Tenho dedicado a isso algumas horas, geralmente sábados à tarde’.

 

Resta sabermos quem o jornal, mais à direita, considera como sendo de direita ou de esquerda... a Opus Dei ou a TFP.

 

 

 

 

Qualquer semelhança com o Brasil, é mera realidade...

 

 

 Enquanto isso, no país-da-piada-pronta:

 

"A imprensa brasileira é digna de credibilidade e merece todo respeito. Está desempenhando um papel importantíssimo no combate à corrupção. Nesse sentido, destaco especialmente as análises sempre claras, diretas e precisas de nossas jornalistas das áreas de política e economia como Miriam Leitão, Dora Kramer, Eliane Cantanhede, Cristiana Lobo e de todos os jornalistas que se preocupam diariamente em construir um Brasil mais ético, o que só é possível com uma imprensa livre". (Ligia Pavan Baptista, pesquisadora da Universidade de Brasília [UnB] e responsável pela implementação da Biblioteca Virtual sobre Corrupção).

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